Bacupari (mangostão amarelo ou falso mangostão)

Bacupari

Tenho em meu jardim uma planta de bacupari, ou falso mangostão. Pesquisando pude saber que tenho uma preciosidade. Estudos estão sento feitos com resultados positivos, em tumores malignos.

É uma planta nacional, nativa desde o norte, na flotresta Amazônica, até o sul da Mata Atlântica.Seu  desenvolvendo é lento, mas de porte robusto, atingindo mais de dez metros.
Thiago Romero postou um artigo sobre o poder da cura do BACUPARI, que venho transcrever nessa postagem:

“Cientistas descobriram potencial anticancerígeno em mais uma planta brasileira. Testes preliminares feitos com o bacupari, fruto da Rheedia brasiliensis, encontrado na região amazônica, indicaram atividade contra cinco tipos de cânceres, de nove testados.

Os trabalhos foram coordenados pelos professores Pedro Luiz Rosalen, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Henrique dos Santos, da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, e João Ernesto de Carvalho, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, também da Unicamp.

Os pesquisadores isolaram do bacupari um composto pouco conhecido, o 7-Epiclusianona (7EPI). Foram realizados diversos testes biológicos com o composto para a verificação de possíveis atividades antimicrobiana, antiinflamatória e antitumoral.

Com base em protocolo internacional de triagem do Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, os autores do estudo testaram a substância contra nove linhagens de células tumorais. “Em culturas de tecidos humanos, o composto apresentou grande atividade contra células cancerígenas de cinco tipos de tumores: ovário, próstata, rim, língua e pele (melanoma). Nas outras células analisadas – duas linhagens diferentes de câncer de mama, uma de pulmão e outra de câncer de língua – o composto não apresentou resultado”, disse Pedro Luiz Rosalen à Agência FAPESP.

Segundo Rosalen, em relação à atividade antibacteriana, o 7EPI também se mostrou promissor, agindo como uma espécie de antibiótico natural para o combate de bactérias específicas. Não foi verificado nenhum efeito antiinflamatório no composto, que teve patente requerida pela Unicamp, em fase de julgamento no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

As etapas seguintes do estudo envolverão a administração da droga em animais, como camundongos, que desenvolvem esses cinco tipos de cânceres. “Queremos analisar a toxicidade do composto, para verificar se ele não afeta estruturas saudáveis do organismo. Se os testes com animais apresentarem resultados positivos, o passo seguinte será de testes clínicos em humanos, sempre com base no protocolo do NIH”, disse Rosalen.

Para o pesquisador da FOP, apesar de ter se mostrado uma alternativa potente pelo fato de atuar mesmo em baixa concentração, os dados precisam ser consolidados nas próximas etapas do estudo. A quantidade mais baixa utilizada pelos pesquisadores foi de 250 microgramas por mililitro. A substância 7-Epiclusianona foi extraída, em sua maioria, da casca e da semente do bacupari. Da polpa, foi possível extrair uma quantidade mínima do composto.

“Ainda não podemos afirmar se essa substância poderá se tornar um produto de combate ou de prevenção ao câncer, pois ainda não conhecemos exatamente seus mecanismos de ação. Do ponto de vista terapêutico, para essa droga poder se confirmar como um novo fármaco para humanos, são necessários no mínimo dez anos de estudo”, explica Rosalen.

O trabalho de pesquisa tem apoio da FAPESP, na modalidade Auxílio a Pesquisa, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq).”

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